5 lugares para praticar esportes e curtir a cidade

A Olimpíada vai acontecer no Rio, em agosto. Até lá temos ainda alguns dias, mas os paulistanos já podem começar a entrar no clima e praticar alguns esportes olímpicos. Beth Romero, ex-atleta, vai encarar um desafio: praticar todos os 28 esportes olímpicos, que se desdobram em 41 modalidades, até os Jogos do Rio. Ela separou dicas de lugares em São Paulo para praticar cinco desses esportes. “São espaços especiais, de fácil acesso. Selecionei locais onde é possível vivenciar de fato o esporte e até mesmo estar perto de atletas da modalidade”, explica.

Esgrima e Jazz
A esgrima é um combate entre atletas em que o objetivo é tocar o corpo do adversário com uma arma de ponta cega o maior número de vezes possível. “É um daqueles esportes fascinantes pela plasticidade e elegância. Com movimentos rápidos e precisos, é um bom teste para os reflexos”, define Beth.

Em São Paulo, ela recomenda a prática na Academia Paulista de Esgrima, no Centro, perto do Terraço Itália. A academia é de Alkhas Lakerbai, técnico de Renzo Agresta, um dos principais esgrimistas do Brasil, que participará das Olimpíadas pela quarta vez. Os interessados pelo esporte podem agendar uma aula experimental gratuita e então ter aulas regulares no local, de segunda a sábado.

Já que a Academia fica em um local bem interessante do centro de São Paulo, como parte da programação, Beth indica um fim de tarde no Dona Onça, descolado bar e restaurante no Edifício Copan e uma esticadinha no JazzB. “Após o treino, você pode conferir a autêntica gastronomia paulistana e curtir o fino do jazz com shows ao vivo.”

Maratona aquática: contato direto com a natureza
Diversidade de ambientes e condicionamento físico são dois bons motivos para começar a praticar o esporte, de acordo com Beth. Na maratona aquática olímpica, os atletas devem nadar um circuito de 10 quilômetros em águas abertas, rios ou lagos. Mas os amantes da natação, especialmente os iniciantes, tem opções de provas mais curtas.

“Eu já fiz provas em Camburi, Ilhabela e no Rio. Em São Paulo a academia Competition tem uma equipe técnica excelente e com foco nessa modalidade. Lá há uma estrutura adequada com meios para simulação da prova, além de um acompanhamento bem próximo do professor com o aluno”, explica Beth.

A Competition tem três unidades: Higienópolis, Oscar Freire e Paulista. Uma dica para curtir São Paulo é optar pela Oscar Freire. “Ali perto tem o charmoso restaurante das chefs Carla Pernambuco e Carolina Brandão: o Deli Las Chicas, aconchegante desde o café da manhã até o jantar.”

Vela: força e sensibilidade
A vela exige muito condicionamento, técnica e conhecimento náutico, segundo Beth. No entanto, é também um esporte democrático e agregador, já que há inúmeras classes para diferentes perfis, pesos, idades e personalidades.

Os velejadores devem fazer um percurso marcado por boias, numa combinação de triângulos e retas a favor e contra o vento, vence quem cruza na frente a linha de chegada.

“Se jogar na vela é explorar o que a natureza tem de melhor. É preciso enfrentar a fúria dos ventos e do mar, desenvolver a sensibilidade para comandar uma embarcação com tantas especificidades e saber o que fazer em situações adversas. Nas classes com duas ou mais tripulantes, o trabalho em equipe é fundamental. Aprendizado que se leva para os desafios do dia a dia”, compara Beth.

Em São Paulo, um ótimo lugar para começar a praticar é o Yacht Club Paulista. Lá tem aulas em períodos diversos durante a semana e nos fins de semana e não é necessário ter o próprio barco.
Depois de velejar na Guarapiranga, a dica da Beth é aproveitar o restaurante do clube. “A comida é deliciosa e caseira, servida no deck com a bela vista para a represa”, explica.

Hipismo: sintonia fina e homens contra mulheres
O hipismo olímpico é dividido em três modalidades: adestramento, salto e concurso completo de equitação (CCE), disputadas de maneira diferente e isoladamente. Único esporte olímpico em que homens e mulheres competem em igualdade de condições.

“O que mais me fascina no mundo hípico é o contato com o animal e o quanto isso traz de aprendizado para a nossa vida. Estar com um cavalo é desenvolver sensibilidade coordenação, estima, atenção e equilíbrio, já que o trabalho corresponde a 50% do cavalo e 50% do cavaleiro ou amazona”, justifica Beth.

Em São Paulo, o esporte pode ser praticado em algumas hípicas, como a Paulista e Santo Amaro, que oferecem aulas na escolinha. “Isso facilita a iniciação, em todas as idades, já que não há a necessidade de se tornar sócio, nem adquirir o próprio cavalo.”

A dica da Beth para curtir ainda mais o esporte é aproveitar os torneios de salto e adestramento abertos ao público. “É uma boa oportunidade para desfrutar do ambiente hípico, despertar a vontade de praticar e ainda almoçar na Hípica Santo Amaro ou Paulista”. Os restaurantes ficam em locais privilegiados para apreciar os cavalos, em meio à bela vegetação dos clubes.

Remo: muita força e boa recompensa
A raia da USP é o local principal para a prática do remo em São Paulo. “Além das competições, há eventos que são organizados pelos frequentadores, o que dá a oportunidade de viver uma experiência diferente no esporte. Ótima opção de condicionamento físico, com predomínio aeróbio e sem impacto nas articulações, em meio a uma vista privilegiada da cidade”, explica Beth.

Nesse esporte, dividido em oito classes, os atletas são desafiados a remar em um percurso de 2.000 metros em linha reta, o barco que cruzar primeiro a linha de chegada é o vencedor.

Uma boa dica da Beth é ficar de olho nos clubes tradicionais como Paulistano, Corinthians e Pinheiros que mantêm equipes profissionais, mas, em alguns casos, aceitam novos integrantes nas equipes amadoras.
Há opções de aulas no período da manhã e da tarde, durante a semana, e oportunidades para a prática nos fins de semana, com preços bem acessíveis. “Outro ponto interessante é o barco escola, que fica dentro da área da academia e é possível aprender o passo a passo sem correr o risco de cair na água”, explica.

Ao deixar a raia, é imperdível a água de coco na “tradicional Kombi”, que fica a alguns metros do local, já na via de saída da USP, onde os ciclistas disputam um espaço. Em seguida, Beth recomenda aproveitar a hora do almoço ou o fim de tarde, especialmente, sábados e domigos, no Senzala, na Praça Panamericana. Tradicional ponto do Alto de Pinheiros, com mesas disputadas na calçada, famoso pelo chopp e pelos pratos típicos paulistanos.

Sobre Beth Romero
Beth Romero nasceu em São Paulo, amante de tudo o que diz respeito ao esporte e à gastromomia. É ex-atleta de ginástica artística, volteio equestre e atletismo. Como desafio antes da Olimpíada do Rio, criou a série “Se Joga Beth 2016” na qual vai praticar todas as 41 modalidades olímpicas até os Jogos. O propósito é revelar as regras e os benefícios de cada uma, além dos principais obstáculos enfrentados pelos atletas, contribuindo com a popularização dos esportes olímpicos.

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